quarta-feira, 30 de março de 2011


Progressos técnicos da revolução industrial


       A máquina a vapor inventada em 1712 por Newcomen e aperfeiçoada em 1769 por James Watt caracterizou muito a revolução industrial, pois permitiu que se produzi-se energia artificial, que foi colocada nos transportes e na indústria, sendo assim o seu símbolo.
       Nos finais do século XVIII e inicio do século XIX, construíram-se estradas, canais e caminhos-de-ferro, para fazer chegar às fábricas as matérias-primas e transportar os produtos para os mercados.
       Melhoraram-se os barcos e as locomotivas, fazendo assim transportar mais produtos em menos tempo, e também facilitando a movimentação da população, contribuindo para a organização e pontualidade.
       A indústria mineira desenvolveu muito, por causa da utilização da máquina a vapor, principalmente no carvão (para servir de “combustível para as máquinas), na hulha e no ferro (para a produção de carris, locomotivas e máquinas).

A expansão da revolução industrial

A revolução industrial, foi-se espalhando por outras regiões. Sucedeu outra revolução industrial, aproximadamente em 1870 em vários países, pela aplicação de novas formas de energia, novas indústrias e invenções técnicas, o que trouxe muitas alterações económicas e sociais e também do quotidiano da população.

Novos transportes e inventos técnicos


       A aplicação da máquina a vapor nos barcos e nas locomotivas encaminhou a revolução dos transportes.
       O barco a vapor permitiu a deslocação de milhões de pessoas pela Europa e América, especialmente para os Estados Unidos.
       Em meados do século XIX descobriram-se poços de petróleo, que conduziu à invenção de motores de combustão, que permitiram a utilização de novas fontes de energia como a electricidade e o petróleo, gasolina e gasóleo.
       Surgiram novas indústrias como a química, ou seja a produção de medicamentos, fertilizantes, papel, explosivos, entre outros, e como a de materiais eléctricos, que deram formação de aparelhos eléctricos e electrodomésticos. Já a indústria do aço, desenvolveu-se, devido à construção de máquinas, pontes, arranha-céus e caminhos-de-ferro.

Liberalismo económico


       O desenvolvimento da indústria marcou o século XIX, que foi junto com novas formas de organização e sistema de produção.
       O liberalismo económico marcou o desenvolvimento económico, que defendia a liberdade de produção na aplicação dos preços e salários no mercado, por livre iniciativa. A lei natural do mercado era a “lei da oferta e da procura”, a que o estado não podia intervir na economia.
       O desenvolvimento da Banca, veio a partir dos empréstimos a que os empresários ocorriam para poderem construir fábricas, comprar máquinas e matérias-primas, e também do grande comércio que exigia novas formas de pagamento, ou seja notas bancárias, letras, cheques, entre outros.
       Também se desenvolveram a Bolsa e as sociedades anónimas.
       Formaram-se sérias concentrações empresariais, e desenvolveram-se o capitalismo industrial e financeiro.

Contrastes e antagonismos sociais


       Ao longo do século XIX, o desenvolvimento da ciência e das melhorias da alimentação e cuidados de saúde levaram a um aumento populacional. Aumentaram os contrastes sociais entre a burguesia e o proletariado, pela industrialização e desenvolvimento do comércio e das cidades. Por isso surgiu o movimento sindical e nasceu o socialismo.

Operariado


       No século XIX, a vida dos operariados era muito difícil.
       A emigração rural provocou um excesso de mão-de-obra nas cidades, o que causou a diminuição do valor dos salários e o aumento de operários a trabalhar em más condições, durante 15 ou mais horas por dia.
        O proletariado trabalhava em más condições, tanto na higiene como na segurança, nas fábricas.
       Mas estas condições favoreceram por um lado ao aparecimento e propagação de sérias doenças, e por outro a degradação de vida e miséria mural.
       O pauperismo veio aumentar cada vez mais a distância entre a burguesia rica e o operariado, formando um clima de descontentamento, revoltas e agitação social.
       Neste ambiente formou-se o socialismo.

O movimento sindical


       As associações que iniciaram em Inglaterra, chamaram a atenção dos governos e da população, para as más condições de vida dos operários. Estas associações, implicaram muito esforço para melhorar as condições de trabalho dos patrões, e para que o governo apoiasse mais a população, dando-lhe melhores condições de vida.
       O proletariado esforçava-se no seu trabalho, fazendo com que a greve passa-se a ser das principais formas de luta.

Socialismo


       Alguns intelectuais repararam nas injustiças sociais, e criticaram isso propondo um conjunto de medidas políticas para reformar os sistemas económico e social. Pretendiam tornar o sistema económico mais justo, assim surgiram as ideias e doutrinas socialistas.
       O marxismo força e no século XX, inspirou as revoluções soviética, chinesa, cubana e outras.
       No século XIX, surgiram outras ideias, como o anarquismo.

Conclusão

   Com este trabalho fiquei a perceber muito melhor como aconteceu a revolução industrial, o que é e que obstáculos ocorreram nessa época.

Bibliografia

       Livro do 8ºAno de escolaridade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Zé - Povinho

Zé Povinho é uma personagem satírica de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro e adoptada como personificação nacional portuguesa.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rousseau


Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu no momento do parto. Foi criado pelo pai, um relojoeiro, até os 10 anos de idade. Em 1722, outra tragédia familiar acontece na vida de Rousseau, a morte do pai. Na adolescência foi estudar numa rígida escola religiosa. Nesta época estudou muito e desenvolveu grande interesse pela leitura e música.

No final da adolescência foi morar em Paris e, na fase adulta, começou a ter contactos com a elite intelectual da cidade. Foi convidado por Diderot para escrever alguns verbetes para a Enciclopédia.

No ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convide do filósofo David Hume.

De volta à França, Rousseau casou-se com Thérèse Levasseur, no ano de 1767.

Escreveu, além de estudos políticos, romances e ensaios sobre educação, religião e literatura. Sua obra principal é Do Contrato Social. Nesta obra, defende a ideia de que o ser humano nasce bom, porém a sociedade o conduz a degeneração. Afirma também que a sociedade funciona como um pacto social, onde os indivíduos, organizados em sociedade, concedem alguns direitos ao Estado em troca de protecção e organização.

Voltaire

      Em 1713, foi designado como secretário da embaixada da França na cidade de Haia (Holanda). Em 1726, em função de uma disputa com um nobre francês, foi preso na Bastilha por cinco meses. Libertado, foi exilado na Inglaterra, onde viveu na cidade de Londres entre os anos de 1726 e 1728.
     Voltaire fazia parte de uma família nobre francesa. Estudou num colégio jesuíta da França, onde aprendeu latim e grego.

Retornou para a França em 1728 e começou a divulgar idéias filosóficas, desenvolvidas na fase que viveu em Londres.
     Estas idéias baseavam-se, principalmente, nos pensamentos de Newton e John Locke.
      Em 1734, publicou uma de suas grandes obras, Cartas Filosóficas, em que defende a liberdade ideológica, a tolerância religiosa e o combate ao fanatismo dogmático.
      Em 1742, viajou para a cidade de Berlim, onde foi nomeado historiógrafo, acadêmico e cavaleiro da Câmara Real. Em função de conflitos, precisou sair da Alemanha e foi morar na Suíça.
      Retornou para Paris em 1778, onde morreu neste mesmo ano, no dia 30 de maio.

Montesquieu

            Montesquieu nasceu numa família nobre francesa. Estudou numa escola religiosa de oratória. Após concluir a educação básica, foi estudar na Universidade de Bordeaux e depois em Paris. Nestas instituições teve contacto com vários intelectuais franceses, principalmente, com aqueles que criticavam a monarquia absolutista.
         Com a morte do pai em 1714, retornou para a cidade de Bordeaux, tornando-se conselheiro do Parlamento da cidade. Nesta fase,viveu sob a protecção de seu tio, o barão de Montesquieu. Com a morte do tio, Montesquieu assume o título de barão, a fortuna e o cargo de presidente do Parlamento de Bordeaux. 
           Em 1715, Montesquieu casou-se com Jeanne Lartigue. 
           Tornou-se membro da Academia de Ciências de Bordeaux e, nesta fase, desenvolveu vários estudos sobre ciências. Porém, após alguns anos nesta vida, cansou-se, vendeu seu título e resolveu viajar pela Europa. Nas viagens começou a observar o funcionamento da sociedade, os costumes e as relações sociais e políticas. Entre as décadas de 1720 e 1740, desenvolveu seus grandes trabalhos sobre política, principalmente, criticando o governo absolutista e propondo um novo modelo de governo.
Em 1729, enquanto estava em viagem pela Inglaterra, foi eleito membro da Royal Society.
                         Montesquieu morreu em 10 de Fevereiro de 1755, na cidade de Paris

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Instrumentos Náuticos






Bússola
Aparelho composto de um mostrador, onde se indicam os pontos cardeais, e no qual gira uma agulha magnética que aponta sempre para o norte, servindo assim de orientação, sobretudo em navegação.   

Astrolábio


Instrumento que os antigos astrónomos usavam para medir o ângulo dos corpos celestes acima do horizonte. Consiste em um disco de metal suspenso por uma moldura, de sorte que o disco permaneça vertical.  



Quadrante

Matemática Quarta parte da circunferência: o quadrante tem 90º.
Em geometria analítica, cada um dos ângulos rectos formados pelos eixos das coordenadas.
Superfície que traz as divisões de uma grandeza (tempo, pressão, velocidade, diferença de potencial etc.) e sobre a qual se desloca um ponteiro indicador.
Instrumento destinado a medir altitudes em navegação, agrimensura e astronomia. O instrumento foi denominado de acordo com o quadrante matemático, que consiste em 1/4 de um círculo. O quadrante tem uma escala marcada em seu limbo. Outro instrumento, o sextante, substituiu em grande parte o quadrante.



Balestilha


Instrumento que nos navios serve para tomar a altura dos astros.
Instrumento de alveitaria para sangrar.
 
 




Portulano


Carta marítima do fim da Idade Média e do Renascimento, em que se descrevem a posição dos portos, as costas e as marés.